Eu seria o que eu sempre quis ser, mas as linhas não me deixaram. Os versos mais formosos, os escritos singelos e esparsos, que com um sofrimento particular, se demonstram sinceros.
Que o medo da vergonha não me deixou viver, me cobriu com a própria tinta que me criou, que o ódio da incapacidade de expressão, me deixou esquecido e com pudor.
A minha voz abafada, ecoando friamente no silêncio, ressoando como um zumbido ao ouvido de quem teve a infelicidade de escutar este recital, transforme o ódio num sentimento passageiro, que tire a razão do sofrer de qualquer pessoa que teve a dor de ter sido esquecido, pela própria coisa que lhe criou.

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