E lá está ele, de novo, em seu canto, encolhido. Seus olhos vermelhos -que se fossem de choro, não espantaria a ninguém- a tomar conta da sua face, de novo se arranhara com as próprias unhas. A garganta seca começara a raspar há algum tempo, já sentia o gosto de sangue na língua, nem água conseguira beber. Ninguém conseguiria entender aquela situação.
"Me deixe em paz" suplicava o garoto, mas suas palavras ecoavam no vazio, não existia ninguém ao seu lado, o que o rodeava eram apenas pensamentos, que incessantes, lhe faziam querer tacar a cabeça na parede com força bruta, que com certeza, lhe traria a um momento de inconsciência, mas a meta era por os pés no chão, pelo menos por um segundo, para conter aquele peso em seu peito.
Finalmente ele pode olhar para frente, sentir o chão gélido que tocava suas partes íntimas, e cair em sã consciência e dizer, 'O que foi que eu fiz?'. Não adianta tentar fugir, se tudo está dentro de mim, aprender a conviver com isso, lhe parecia ser a unica solução.
quinta-feira, 22 de julho de 2010
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário