quarta-feira, 15 de abril de 2009

E se meu coração parar de bater? E se eu parar de respirar? O vento gélido que toca meu peito me faz estremecer por inteiro. De quem seriam aqueles olhos vermelhos como fogo, que fitara meu corpo do pé a cabeça? De quem seriam aquelas mãos que cravavam um punhal ao meu coração? A neve parece me anestesiar da angústia. A dor do frio me fazia esquecer a dor do pedaço de aço fincado a meu peito. Ah, que grande diferença, sei que são meus últimos suspiros.
Sempre falam que antes de morrer lembramos de tudo que fizemos na vida, que passa como um filme na nossa cabeça. Mas comigo aconteceu algo que pudera ser considerado hilário. Não vinha nada, nem mesmo um som, nem mesmo uma imagem muda daqueles cinemas estilo Charlin Chaplin.A única coisa que me lembro ver, naquele mundo onde se chamam de mundo real, foi um nome, o nome de quem me fizera viver até ali, o nome de uma garota, que me fizera sonhar, que me fizera viveer, que me fizera sofrer. Quem condena sofrer por amor é por que nunca passou por o que eu estou passando agora, com esta faca cravada a meu peito, e dirigindo um monólogo a qualquer espírito que gostaria de ouvir. Sofrer de amor, ciúmes, uma benção do sentimento da paixão, dos hormônios se borbulhando dentro do seu corpo. Algumas garotas dizem não gostar do ciúmes, dizem que seus homens ficam chatos, mas acho que o maior presente que o homem pode dar a mulher é o ciumes, se for bem entendi e se não houver nenhum mal criado nisso. Sofrer por amor, ta aí uma coisa que levarei pra onde quer que eu for. Gravarei como uma tatuagem irremovível na pele da minha alma.
Agora parto, para onde não sei, mas parto. Para distante daqui, para o mundo desconhecido, para o mundo paralelo como alguns dizes. Espero que não me perca no caminho, no labirinto do infinito.

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